Esse negócio aqui... daqui a pouco, vai pro Limbo!
fragmentos "levemente selecionados":
hoje choveu. bastante. poderia acontecer de um arroubo lírico desencadear em mim uma torrente poética de sublime beleza. nada aconteceu. faltou-me o domínio da técnica. ou talvez a disposição do artista em acreditar-se dotado de uma visão privilegiada do mundo. faltou o tempo.
o que sobrou? algumas inquietações. sobretudo a pungente aflição de que eu posso subtrair do artista a sua aura de encantamento. alguns gritarão que isto é a racionalização burra de um processo criativo e o solapamento da possibilidade de divergência em um mundo construído em tons de cinza. em um primeiro momento eu acreditaria nisso.
mas...
o artista "funcional" (e aqui eu falo até mesmo dos artistas de rua, dos mambembes e todos os que tomam para si a alcunha de artista), em primeiro lugar, não produz por espasmos. ele produz por antecipação, cálculo lógico e objetividade. quer o deleite ou a apreciação estética de terceiros. quer pagamento em troca da arte oferecida, quer reconhecimento. como bom humano, ele deseja.
o que difere um artista do outro é o tipo de desejo. alguns preferem dinheiro, outros a justificação de seu comportamento excêntrico e desviante, a obtenção de distinção, a compulsão em expressar-se. normalmente, por questões práticas, o artista responde aos seus múltiplos desejos e necessidades.
há quem diga que o Estado detém o monopólio da violência. os artistas, por sua vez, encarregam-se do monopólio da expressão artística e da construção de subjetividades. existiram artistas libertários e artistas nazistas. a diferença entre eles está no campo moral, coisa que não pode ser medida.
grande merda tudo isso...
gostaria de ter conhecido o Bukowski
hoje choveu. bastante. poderia acontecer de um arroubo lírico desencadear em mim uma torrente poética de sublime beleza. nada aconteceu. faltou-me o domínio da técnica. ou talvez a disposição do artista em acreditar-se dotado de uma visão privilegiada do mundo. faltou o tempo.
o que sobrou? algumas inquietações. sobretudo a pungente aflição de que eu posso subtrair do artista a sua aura de encantamento. alguns gritarão que isto é a racionalização burra de um processo criativo e o solapamento da possibilidade de divergência em um mundo construído em tons de cinza. em um primeiro momento eu acreditaria nisso.
mas...
o artista "funcional" (e aqui eu falo até mesmo dos artistas de rua, dos mambembes e todos os que tomam para si a alcunha de artista), em primeiro lugar, não produz por espasmos. ele produz por antecipação, cálculo lógico e objetividade. quer o deleite ou a apreciação estética de terceiros. quer pagamento em troca da arte oferecida, quer reconhecimento. como bom humano, ele deseja.
o que difere um artista do outro é o tipo de desejo. alguns preferem dinheiro, outros a justificação de seu comportamento excêntrico e desviante, a obtenção de distinção, a compulsão em expressar-se. normalmente, por questões práticas, o artista responde aos seus múltiplos desejos e necessidades.
há quem diga que o Estado detém o monopólio da violência. os artistas, por sua vez, encarregam-se do monopólio da expressão artística e da construção de subjetividades. existiram artistas libertários e artistas nazistas. a diferença entre eles está no campo moral, coisa que não pode ser medida.
grande merda tudo isso...
gostaria de ter conhecido o Bukowski
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