quinta-feira, dezembro 15, 2005

A raposa culpa o ardil, não a si mesma.

Bem, discordo de algumas partes. É interessante explicitar o interesse realmente prático nas questões.
Sabemos que há sim um limite físico para a pacata cidade (pelo menos enquanto a encararmos sob tal desígnio). Dentre o limite há escolas, hospitais, etc. E os imigrantes têm todo direito de usufrui-los, mas Timbó acabará por não suportar muitos deles. Haja vista a deficiente estrutura a qual, nós, cidadãos de classe média gozamos.

Ainda, digo-lhe que o fato de ver um mendigo não deve causar asco algum. Schopenhauer dava o seguinte sofisma para atestar o aspecto negativo do mundo: visite um hospital de guerra. Ele me parece ingenuamente moralista. Não há motivo algum para sentir asco dum mendigo, tampouco para ajudá-lo. Pode parecer algo irrelevante, mas sutilezas hoje são importantíssimas.

Sobre sua posição a questão cultural e de contribuições, isso guarda algo de falansteriano. Sejamos atuais e metódicos; esse novo contigente é absolutamente noctâmbulo. Despertá-los? Mais escolas, melhor ensino, melhor infraestrutura, menos TV? Digo lhe que a anarquia têm algo de belo, mas creio estarmos anos-luz de algo funcional. Temos milhões de pessoas desaculturadas, e uma corrente midiática que foca unicamente o sexo. Os idiotas se reproduzem. O tempo de escolhas há muito se foi. Ou param de nascer, ou todos morremos juntos, todos idiotas.

Resumindo, ninguém aqui, creio, faz questão de uma casa com cerca branca. O que queremos é ter alguma liberdade. Sabemos que o estado é falido, que há corrupção, capitalismo exacerbado. Mas por que milhões de pessoas jogam o mesmo jogo e nós não podemos joga-lo de nossa maneira?
O estado e o capital hoje são a combinação perfeita: manipulam ambos os lados. Nietzsche devia saber disso, e apesar de flertar com o suícidio, escolheu apanhar. Deve ter deixado algumas pessoas enraivecidas, ainda que até hoje não o saibam.

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