Penso em meu passado como ouro bruto. Há um período inteiro e fragmentos de recordações que insisto em manter. Há mais lixo, porém, incrustado.
Quando muitas vezes me descubro confuso, subitamente e ao acaso, uma migalha dourada assoma. “Parece-me ouro”, e sua escassez me remete imediatamente a rareza aurífera. Faz-me recordar também a ponta de convenção humana que se arraiga a todo e qualquer bloco de terra virgem, admitindo nosso consciente como uma sucessiva e ininterrupta sucessão de estratos geológicos sedimentares.
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